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BlacksunRise –The Azrael O que parecia impossível é agora realidade: já temos uma banda de Metalcore (finalmente!). E quando digo “já temos” digo-o com toda a convicção interior. Sempre que folheava a imprensa nacional deparava-me com blasfémias do tamanho do mundo, relativas a – supostas – bandas deste país a praticarem Metalcore. Entre essas referências, as mais citadas eram, sem dúvida, More Than A Thousand e 20 Inch Burial…entre tantas outras. Será que se uma banda de Emocore ou Screamocore meter um “riff” ou um gutural de Metal a torna numa banda de Metalcore? A resposta, meus amigos (e inimigos!), é “não” (mas um “não” redondo!). Metalcore divide-se em alguns sub-géneros: Swedish Metalcore, Moshcore e Noisecore (embora eu considere este último um género de Hardcore sem raízes no Metal…), só para citar os mais conhecidos. O que os BlacksunRise tocam é definitivamente Swedish Metalcore. O “legado At The Gates”… estes rapazes carregam esse pesado fardo. Digamos que é uma abordagem mais Hardcore a tudo o que os At The Gates (e outras grandes bandas) fizeram nos primeiros discos, por vezes ainda com uma velocidade e garra maiores, bem intensa e com uma atitude mais “Do It Yourself”. A mensagem que é transmitida em “The Azrael” é uma mensagem positiva e, acima de tudo, muito conscienciosa. Problemas como ganância e exploração animal (e humana, já agora), violência doméstica, etc. Na capa interior podem até encontrar o apoio da banda a associações de cariz atrás mencionado. É um pouco daquilo que os Carcass sempre defenderam, mas sem a parte violenta do “gore”. Bom, musicalmente as oito canções do disco estão explosivas e bem produzidas, o que torna ainda mais nítidos os “blast beats” desenfreados e os “riffs” das guitarras, contribuindo para um autêntico festival caótico de… melodia. A parte melódica está presente em todas as músicas e acrescenta um maior nível de emotividade e adrenalina ao disco, disco este já de si com pouquíssimas paragens. As paragens maiores devem mesmo ser uma ou outra introdução no início de alguns temas, tornando “The Azrael” num registo definitivamente imperdível. Todos os amantes dos “riffs” made in Exodus”, a violência (sonora) “made in At The Gates” e a costela Hardcore de uns The Haunted devem adquirir o disco, nem que seja por curiosidade. Eu já o tenho. Vemo-nos num concerto de BlacksunRise. Colaborador:Simao Fonseca |