1 Nothing Remains

2 Save Ourselves

3 Inside the Horror

4 Salvation

5 Comatose

6 Left for Dead

7 Everything You Love

8 Bloodlust

9 Pray for All

10 Lazarus
ANO
NOTA
2005 8/10
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Chimaira

“Chimaira”

Esqueçamos a forma arrogante e pomposa com que estes norte-americanos se apresentaram no seu disco anterior (The Impossibility Of Reason) e passemos a encará-los como uma banda que só agora gravou um registo capaz de agradar a “gregos e troianos”. Os Chimaira não são líderes de nenhum movimento pela simples razão de que não soam igual a nenhuma banda actual. Ponto final e passemos ao resto desta análise.

Se o registo anterior era demasiado previsível e um pouco imaturo, “Chimaira” revela-se uma evolução que era necessária em vários aspectos: melhores guitarras, mais groove e canções com princípio meio e fim. “Nothing Remains” abre o disco e é ao mesmo tempo o single de apresentação do terceiro longa duração dos rapazes de Cleveland. Nota-se bem que Matt DeVries e Rob Arnold passaram uns bons meses a ouvir Exodus e Pantera, tentando ver como se construíam boas malhas a nível de guitarra, pois agora conseguem fazer bons duelos de guitarra e alguns – ainda – tímidos solos. O single é uma óptima canção e nem fica no ouvido à primeira audição. Está bem trabalhada e a voz de Mark Hunter mantém-se inalterável.

Se os Chimaira já tinham um excelente baterista no trabalho anterior (Richard Evensand, ex-Soilwork), agora ainda conseguiram arranjar um melhor, com um bom currículo na cena pesada americana, nomeadamente por ter feito parte dos Dying Fetus ou Decrepit Birth, para nomear apenas algumas bandas…

De facto, as partes da bateria estão muito bem gravadas, tal como todos os restantes instrumentos. A voz de Hunter é muito bem conseguida e complicada de imitar, mas em certos períodos do disco torna-se um pouco monótona, mas nada que complique a audição de “Chimaira”.

Contando com uma edição especial de dois discos (duas canções extra mais algumas ao vivo), este é, para mim, o “verdadeiro arranque” musical da banda, deixando de fora alguns clichés antigos, apostando mais num som próprio, de certa maneira, embora relembre uma mescla de Thrash - ocasionalmente Death Metal - cheio de groove à la Pantera (fase “Southern Trendkill)” e um pouco de bandas como Shadows Fall ou uns The Black Dahlia Murder mais “calmos”. O maior defeito do disco prende-se com a duração e repetição de algumas canções, fora isso, temos um disco muito bem produzido.

 

Colaborador:Simao Fonseca