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EXODUS Shovel Headed Kill Machine Muito se poderia afirmar sobre esta mítica banda. Directamente da Bay Área para os metaleiros do mundo, os Exodus influenciaram o Metal e foram pedras basilares na construção daquilo que ficou a designar-se Thrash Metal. São indiscutíveis ícones da geração de 80, a par de Metallica, Megadeth, Antrax.... Pelo lado negativo, são uma daquelas bandas que não conseguem criar uma estabilidade ao nível do colectivo,sempre muitos problemas derivados todo o tipo de factores, externos e internos à banda. Se em 2004, "Tempo Of the Damned" criou uma onda de satisfação no seio metaleiro - em especial nos fans de Thrash Metal, - o mesmo não se pode dizer desta última criação. Não que seja um álbum abaixo da média, muito, muito, muito longe disso. Mas é um álbum um pouco àquem das expectativas criadas pelo seu antecessor. O que encontramos neste álbum, assim que ele entra em rotação é um Gary Holt (guitarrista) que continua a manter a ira à flor da pele, e sempre bem apoiado instrumentalmente pelos novos elementos sendo eles: baterista Paul Bostaph (Ex-Slayer); guitarrista Lee Altus (Ex-Heathen); e pela voz Rob Dukes. No que diz respeito ao álbum em si, verificamos uma produção excelente graças ao génio produtor Andy Sneap o que,se por um lado pode ser uma mais valia contribuindo para um som cristalino e equilibrado ao milímetro em todos os intrumentos, por outro lado reduz a crueza e a “sujidade” que caracterisa - em parte - este tipo de som. As músicas são, desde o princípio ao fim um festival de Thrash riffs, nem mais nem menos. De pesados até bem rápidos, são riffs para para destruir pescoços nos concertos. Os leads são melódicos e enquadram-se perfeitamente na voz do vocalista que é bem agressivo e perceptível mesmo sem o livrete do CD. Livrete que aconselho vivamente a sua leitura pela actualidade das letras por algum sarcasmo. Quanto a solos, impera um bom equilíbrio entre o melódico e o solo-slayer-rápido. Já na secção rítmica pouco há para dizer a não ser o que já foi dito ... Paul Bostaph. Versátil e tecnicista impõe muitas variações entre meio tempo, rápido a muito rápido, frases complexas e com pequenos-grandes detalhes técnicos. O baixo, está bem equilibrado na mistura, como já referi e está lá sempre - ora mais ora menos, mas sempre. Como ponto “negativo” temos a duração das músicas. Algumas são longas e apesar da variedade dentro delas - que capta a atenção - acaba por perder o efeito agressivo apostando mais em cativar pela técnica e pelos pormenores. De realçar que não é um álbum fácil de ouvir, isto é, demora um pouco até percebermos tudo o que se está a passar e detectarmos os pormenores todos. Dificilmente na primeira audição ficamos prontos para um “sing-along”, ou até para nos lembrarmos mais tarde de uma determinada música. O que por outro lado até é bom dado que permite sempre voltar a ouvir e descobrir qualquer coisa, em vez de ir para a prateleira do fundo, como acontece com os CDs que se descobrem na totalidade em apenas algumas rotações. Portanto, são dez excelentes músicas de Thrash bem tocado e bem produzido onde está tudo o que se pode desejar. Muito bom para qualquer fan de metal, e uma exigência para qualquer coleccionador de Thrash em particular, mesmo ficando uns pontos atrás do seu antecessor. Músicas de referência: Deathamphetamine, Magnos Opus, Going Going Gone Colaborador: Miguel Marques |