1. Raze

2. Deathamphetamine

3. Karma´s exodus Messenger

4. autor Shudder to Think

5. I Am Shovel Headed Kill Machine Abomination

6. Altered Boy

7. Going Going Gone

8. Now Thy Death Day Come

9. 44 Magnum Opus

10. Shovel Headed compre Kill Machine

 

ANO
NOTA
2005
8.5/10
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EXODUS

Shovel Headed Kill Machine

Muito se poderia afirmar sobre esta mítica banda. Directamente da Bay Área para os metaleiros do mundo, os Exodus influenciaram o Metal e foram pedras basilares na construção daquilo que ficou a designar-se Thrash Metal. São indiscutíveis ícones da geração de 80, a par de Metallica, Megadeth, Antrax....

Pelo lado negativo, são uma daquelas bandas que não conseguem criar uma estabilidade ao nível do colectivo,sempre muitos problemas derivados todo o tipo de factores, externos e internos à banda.

Se em 2004, "Tempo Of the Damned" criou uma onda de satisfação no seio metaleiro - em especial nos fans de Thrash Metal, - o mesmo não se pode dizer desta última criação. Não que seja um álbum abaixo da média, muito, muito, muito longe disso. Mas é um álbum um pouco àquem das expectativas criadas pelo seu antecessor.

O que encontramos neste álbum, assim que ele entra em rotação é um Gary Holt (guitarrista) que continua a manter a ira à flor da pele, e sempre bem apoiado instrumentalmente pelos novos elementos sendo eles: baterista Paul Bostaph (Ex-Slayer); guitarrista Lee Altus (Ex-Heathen); e pela voz Rob Dukes.

No que diz respeito ao álbum em si, verificamos uma produção excelente graças ao génio produtor Andy Sneap o que,se por um lado pode ser uma mais valia contribuindo para um som cristalino e equilibrado ao milímetro em todos os intrumentos, por outro lado reduz a crueza e a “sujidade” que caracterisa - em parte - este tipo de som.

As músicas são, desde o princípio ao fim um festival de Thrash riffs, nem mais nem menos. De pesados até bem rápidos, são riffs para para destruir pescoços nos concertos. Os leads são melódicos e enquadram-se perfeitamente na voz do vocalista que é bem agressivo e perceptível mesmo sem o livrete do CD. Livrete que aconselho vivamente a sua leitura pela actualidade das letras por algum sarcasmo. Quanto a solos, impera um bom equilíbrio entre o melódico e o solo-slayer-rápido. Já na secção rítmica pouco há para dizer a não ser o que já foi dito ... Paul Bostaph. Versátil e tecnicista impõe muitas variações entre meio tempo, rápido a muito rápido, frases complexas e com pequenos-grandes detalhes técnicos. O baixo, está bem equilibrado na mistura, como já referi e está lá sempre - ora mais ora menos, mas sempre.

Como ponto “negativo” temos a duração das músicas. Algumas são longas e apesar da variedade dentro delas - que capta a atenção - acaba por perder o efeito agressivo apostando mais em cativar pela técnica e pelos pormenores. De realçar que não é um álbum fácil de ouvir, isto é, demora um pouco até percebermos tudo o que se está a passar e detectarmos os pormenores todos. Dificilmente na primeira audição ficamos prontos para um “sing-along”, ou até para nos lembrarmos mais tarde de uma determinada música. O que por outro lado até é bom dado que permite sempre voltar a ouvir e descobrir qualquer coisa, em vez de ir para a prateleira do fundo, como acontece com os CDs que se descobrem na totalidade em apenas algumas rotações.

Portanto, são dez excelentes músicas de Thrash bem tocado e bem produzido onde está tudo o que se pode desejar. Muito bom para qualquer fan de metal, e uma exigência para qualquer coleccionador de Thrash em particular, mesmo ficando uns pontos atrás do seu antecessor.

Músicas de referência: Deathamphetamine, Magnos Opus, Going Going Gone

Colaborador: Miguel Marques