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NAPALM DEATH "The Code is Red... Long Live The Code" Era uma vez uma banda que começou a tocar no início dos anos 80; era uma vez uma banda que começou por tocar punk; era uma vez uma banda que passou a tocar covers dos pais do Crustcore, os Discharge; ... uma banda que desafiou os limites do barulho e do que, em termos de velocidade, se pode fazer com uma bateria: uma banda chamada Napalm Death. É uma banda que arrasta milhares de fãs para os seus concertos, seja ele em que país for. Depois de dois primeiros álbuns geniais de Grindcore -- "Scum" e "From Enslavement to Obliteration" -- , os Napalm Death mudaram drasticamente de sonoridade, graças à saída do vocalista Lee Dorian para os "doomsters" britânicos Cathedral, e à entrada do "deathster" Mark "Barney" Greenway. Passaram do Grind para o Death Metal em "Harmony Corruption". Caminhos diferentes... Uns anos mais tarde a banda meteu-se em experiências menos conseguidas, como em "Inside The Torn Apart", que levou a que muitos dos seus antigos seguidores os dessem como arrumados, sem criatividade ou energia. Tal como a própria imprensa. Um período conturbado leva a banda a trocar de editoras, até que chega à alemã Century Media ("Enemy of The Music Business" é um título bem elucidativo sobre o que eles passaram com a Earache Records, entre outros problemas) e editam "Leaders Not Followers Pt. II", um EP de covers, apenas. "The Code Is Red... Long Live The Code" é "o álbum" dos Napalm Death para este novo milénio. Não vai defraudar ninguém que o adquira. Porquê? É simples: ao fim de mais de duas décadas de carreira, os britânicos não tem mais nada a provar a quem quer que seja, e este álbum é como que um murro bem dado na indústria discográfica. É todo ele uma mistura de Crustcore com Death Metal, com aperitivos de "blast beats" típicos de Grindcore e, para sobremesa, temos também algum Hardcore tradicional (!). Chamem-lhe Crust Metal, chamem-lhe Crossover, chamem-lhe Death/Grind... o que quiserem... o álbum é DEMOLIDOR! São quinze faixas de verdadeira intervenção política (dezasseis se comprarem o Digipack), de garra e de violência sonora como há muito não ouvia nos ND. Extremamente intenso, mas com tempo para experimentalismos Sludge em “ Morale” e em “Our Pain Is Their Power ”, temos ainda as participações luxuosas: de Jello Biafra (ex-Dead Kennedys...), de Jamey jasta (Hatebreed) e de Jeff Walker (Carcass!!!), nos temas "The Great And The Good", "Elements Of Persuasion" e "Pledge Yourself To You". O estado é de Alerta Vermelho... viva ao estado de Alerta! Ouçam mesmo a "The Code Is Red... Long Live The Code" e vejam a sua letra: um manifesto anti-Bush/Tony Blair (entre outros). Um álbum que marca o "regresso" desejado do – agora – quarteto de Birmingham. "O álbum é fantástico... viva ao álbum"! Colaborador: Simao Fonseca |