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Pitch Black "Thrash Killing Machine" “Thrash Killing Machine”, “Enemy Of God”, ou “rEVOLVEr” vem contradizer um pouco com a máxima de que o Thrash Metal ficou enterrado num cemitério algures nos anos '80. Uma das bandas que mais tem tocado no “underground” português nos últimos anos é, sem dúvida, os portuenses Pitch Black, com o seu arsenal de Thrash Metal. “Thrash Killing Machine” é um álbum que pelo nome diz tudo: é um hino ao Thrash Metal. Assentando numa base de Thrash Metal old school, a máquina de guerra dos Pitch Black revela-se ora ambiciosa, ora conservadora, sem muito espaço para modernismos ou junções a outros estilos dentro do Metal. Tendo como algumas influências de Megadeth, “Disturbing The Peace” é a malha que dá início à chacina (musical) do álbum. Extremamente agradável de se escutar, é uma música que contém “riffs” simplistas (mas repetitivos), um ritmo de bateria a meio tempo e óptimos refrões, mas que revela uma das grandes pechas do disco: a baixa produção. Pois, um dos grandes “síndromes” dos discos gravados em Portugal é mesmo o “factor produção”, e as guitarras de Álvaro Fernandes e de Sérgio Vilas Boas bem que precisavam de um “boost” na distorção, pois eles têm qualidade bem aceitável, e entendem-se muito bem ao longo do disco, com solos bem conseguidos mesmo. “Break Point” quase que podia ser o “single” escolhido para apresentação do disco, devido aos seus 2.36 minutos, e também porque é muito aquilo que o ouvinte vai encontrar no álbum: músicas um pouco repetidas e com alguma falta de diversidade... obviamente que os puristas não se vão preocupar muito com este facto. Um dos grandes pontos de “Thrash Killing Machine” é a mensagem social que fica patente ao longo das dez faixas do disco: a destruição da raça humana. No livreto encontram também um resumo muito breve sobre cada uma das faixas, embora não contenha as letras (uma pena!). “Lost In Words” merece destaque, mas a minha preferida é, sem dúvida, “Pitch Black”. Talvez a mais rápida do disco, revela-se a mais intensa e com um cheirinho muito Rock n' Roll (vivam os Motorhead!), e é uma das músicas que os fãs mais gostam também (ao vivo é destrutiva…). Gravado nos Trigger Studios (S.J. da Madeira) nosfinais de 2002, só agora vê a luz do dia, infelizmente. Uma banda como os Pitch Black já merecia ter um pouco mais de apoio por parte da imprensa e das editoras, mas mais vale mais tarde que nunca… Pitch Black, Kreator e The Haunted são bandas diferentes mas ao mesmo tempo iguais: estudam todas na “Escola Superior de Thrash Metal. Só é pena a baixa produção e a repetição durante o disco, no entanto vale bem a pena ver ao vivo e escutar “Thrash Killing Machine” Colaborador: Simao Fonseca |