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Shadowsphere "Darklands" Tidos em conta como uns dos novos valores do Metal português, os Shadowsphere são já uma das bandas que mais rotação tem pelo underground português a nível de concertos, sendo cada vez mais conhecidos por cá. Oriundo do sul do país, o promissor quinteto de Metal oferece-nos “Darklands”, o seu álbum de estreia, seguindo o EP “Death and Dreaming”, do ano de 2002, afirmando-se como um dos melhores trabalhos nacionais dos últimos dez anos, sem qualquer dúvida. Destilando um Thrash/Death Metal melódico a meio tempo, os Shadowsphere Imprimem, com segurança, um grande sentido de melodia às treze canções que completam o álbum, conjugando a mesma melodia com uma voz cortante e profissional na veia do legado deixado por Anders Fridén, e um instrumental de boa qualidade, sem dúvida. Ao invés de envergarem pelo extremismo desmesurado actual do Death Metal (Brutal…), a banda investe mais na NWOSDM/Gothenburg, na sua vertente mais tradicional, com a ausência completa de teclados, dando assim espaço à entrada do Thrash melódico. Todas as canções de “Darklands” estão bem estruturadas -- bons “riffs”, boas malhas (qualquer uma quase que serviria para “single”) – com letras igualmente bem escritas, ao longo de grandes canções como “New Sky”, “Forever”, “Carfax in Flames” ou “Nosferatu (Wolf of Christendom”), recordando-me ocasionalmente a raiva (in)contida de uns Kreator. Essa costela teutónica torna-se ainda mais patente nas duas últimas canções: “The Everlasting Dream” e “Love Never Dies”, esta última com uma introdução melódica e instrumental que culmina num frenetismo afilhado do Thrash Metal! O quarteto que gravou o disco tem agora a adição de um novo músico talentoso na guitarra – Filipe Sousa – completando a formação de “Darklands”: Luís Goulão – guitarra, Paulo Gonçalves – voz, André Silva – bateria e Rui Neves – baixo. Acreditem que em álbum os Shadowsphere soam mais calmos e mais Thrash, mas ao vivo a banda parece que ganha um coração novo, um coração que bate mais forte viva o pedal duplo!) e agressivamente mais Death Metal. Por tudo isto considero esta banda como umas das que mais futuro terá neste deserto musical chamado Portugal. Um dos melhores vocalistas portugueses dos últimos tempos, canções todas elas com “cabeça-tronco-e-membro”, e uma atitude “Do it Yourself” fazem dos Shadowsphere uma das melhores banda em palco, e de “Darklands” como um trabalho imprescindível na estante da vossa casa. Só peca mesmo pela baixa produção (explicada na entrevista feita a Paulo Gonçalves) … Colaborador: Simao Fonseca |