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Thunderstone "Tools Of Destruction" Que o metal melódico não está mais em seu ápice não é novidade. Bandas como o Edguy e o Masterplan são exemplos de bandas que conseguem impor sua sonoridade própria sem se deixar levar pelo som exatamente igual ao de tantas outras bandas. Outras, conseguem fazer um som próprio, mas as comparações são inevitáveis, como por exemplo o Freedom Call. A Finlandia conseguiu produzir boas bandas de metal melódico até hoje como o Stratovarius, Nightwish e Sonata Arctica, mas nada tão promissor nesses últimos tempos quanto o Thunderstone. É sempre bom lembrar que para que se alcance seu estilo próprio, no início deve se espelhar em ídolos, as chamdas influencias. O Thunderstone foi formado em 2000 pelo ex guitarrista do Antidote, Nino Laurenne. O som lembra uma excelente mistura de Stratovarius com Masterplan, um metal melódico que as vezes cai para o hard rock mais pesado. Se essas bandas são influências para eles ou não, sinceramente não sei. Mas a idéia de ouvir um som que combine tamanhas forças do metal melódico, é no mínimo tentadora. E bota tentação nisso! A primeira música do disco, Tool of the Devil abre o disco de uma maneira estrondosa. Bem cadenciada, a música empolga de começo ao fim. Não é a toa que ficou na terceira posição nas paradas finlandesas. E não, isso não significa que a banda faz um som comercial. Significa talvez que os finlandeses tenham bom gosto musical. Os vocais de Pasi Rantanen me lembram muito o timbre já conhecido mundialmente por Jorn Lande, do Masterplan. E não, não reclamo pois Jorn é meu vocalista favorito. A música a seguir é Without Wings, metal melódico de melhor qualidade, cheio de melodia e extremamente grudenta, já lembrando mais o som dos conterrâneos do Sonata Arctica. Liquid of The Kings mantém o passo enquanto I Will Come Again nos apresenta mais do alcance vocal de Pasi. Welcome to the Real pisa no freio, me lembrando um pouco do Rainbow e novamente o Masterplan. Talvez isso seja culpa dos vocais que, uma vez mais, não me incomoda nem um pouco. Mas o que é de um disco de metal melódico sem uma baladinha? O Thunderstone também oferece isso em seu disco novo. A balada Another Time é a única do disco, mas como uma composição de tamanho bom gosto não faz com que seja necessária outra. E a épica do disco que não poderia faltar chama se Land of Innocence, dedicada ao falecido Dimebag Darrell fecha o disco de uma maneira pesada e melancólica. Vale ressaltar que a produção do álbum não traz uma falha sequer. O som flui naturalmente, graças ao cuidado redobrado de Nino Laurenne com a gravação e mixagem do disco, que ainda conta com a ajuda de Timo Kotipelto do Stratovarius. Com certeza não é a banda mais original do mundo nem o melhor disco do ano, mas
Tools of Destruction é um disco que parece estar colocando o Thunderstone no mapa do metal melódico mundial. Era disso que precisávamos.
Colaborador: Juliama Reis |