1. The Time To Kill Is

2. Make Them Suffer

3. Murder Whorship

4. Necrosadistic Warning

5. Five Nails Through The Neck

6. Purification By Fire

7. Death Walking Terror

8. Barbaric Bludgeonings

9. The Discipline Of Revenge

10. Brain Removal Device

11. Maniacal

12. Submerged In Boiling Flesh

13. Infinite Misery

ANO
NOTA
2006 8/10
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Cannibal Corpse

Kill

Quem não conhece os Cannibal Corpse certamente que deve ter estado ficado em estado de coma, hibernado ou algo do género, nestes últimos quinze anos. São das mais antigas instituições do Death Metal norte-americano, conhecidos tanto pelo som que fazem, quer pela polémica que criaram desde o nascimento da banda. Capas de CDs e vídeo-clipes sempre censurados, proibidos de tocar temas do primeiro álbum até ao “The Bleeding” na Alemanha, eles são o caos demolidor ao vivo e os reis do gore.

Ignorando sempre as modas que se passavam em redor da sua cena musical, desde cedo que cativaram a atenção dos adeptos do Death Metal, sendo que quando o Black Metal “matou” o Death em 1995, foram das poucas bandas da elite extrema dos E.U.A. que sobreviveram.

Quando em 1994 Chris Barnes é expulso da banda, todos temeram o pior. Um fim que nunca chegou a acontecer. Barnes, tido como o vocalista mais importante do Death Metal, era um dos mentores do projecto e principal compositor das letras. Divergências musicais levaram a que fosse afastado da banda para criar a sua própria – Six Feet Under. George “Corpsegrinder” Fisher é então recrutado aos Monstrosity pouco tempo depois, mantendo a chama acesa. O certo é que desde “The Bleeding” que a banda musicalmente pouco me cativava, confesso. “The Wretched Spawn” foi, no entanto um álbum merecedor dos meus euros, deixando-me na mais pura das expectativas em relação ao que a banda poderia fazer no futuro: um “Kill” bem raivoso e extremo!

Jack Owen sai da banda há uns dois anos alegando que não tinha muito interesse no Death Metal e que se queria dedicar aos Blues e ao Country… ironia das ironias, acaba fazendo parte dos Deicide (!). Owen era extremamente competente nos “riffs” que compunha e naquele groove rápido, cheio de efeitos de pedaleira, que a banda se tornou famosa. Mas a sua saída foi precisa: o desinteresse demonstrado nos concertos era mais que óbvio.

Porém, a banda não podia cancelar as tournés, chamando Rob Barrett (que andava entretido com os Malevolent Creation, entre outros) para guitarrista ao vivo. Visto todo o contributo dado pelo guitarrista desde 1993-96, era mais que justo que Rob fosse convidado a ingressar novamente no seio dos “canibais”. “Kill” mostra-se um álbum bem elaborado, notando-se a presença de Barrett, dando uma ajuda que a Pat O'Brien mais que precisa, a ajuda que Jack Owen já pouco dava…

Bom, “Kill” é como um “The Wretched…” parte II. Produzido por Erik Rutan, é um álbum que vai agradar a todos os fás da banda e do Death Metal em geral. O título do álbum é mais que directo, é pura carnificina sonora. “The Time to Kill Is Now” é a faixa de abertura: Boas combinações de guitarras e um George Fisher em forma fazem com que o ouvinte se cole a uma cadeira. Bons pormenores nos solos, já agora.

Segue-se “Make Them Suffer” confirmando a boa forma e força da banda. Digamos que as músicas pouco variam ao longo de todo o álbum: são rápidas, mas não brutais; tecnicamente bem estruturadas, mas não se aproximam a uns Spawn Of Possession; A primeira grande variação rítimica dá-se em “Discipline Of The Revenge”, puxando à memória o tempo de um “Gallery Of Suicide”, pela sua forma mais pausada e não tão ousada, mas isto mais no início da música que propriamente durante toda a mesma. “Killer Hit” poderá ser “Submerged In Boiling Flesh”, pela sua curta duração e solos muito bem consguidos. Noto que a banda evoluiu um bocado com a entrada de Rob Barret, e o bom entendimento dele com O'Brien é notável.

Enfim, “Kill” poderia ser melhor com um baterista… melhor. Paul M. (o gajo tem um nome muito complicado) nunca foi, não é, nem será o baterista que uma banda de elite precisa. Os “blast beats” são extremamente limitados, dando a sensação que não consegue acompanhar o extremismo do resto dos companheiros. Imagino se Derek Roddy estivesse na banda… bom, mas contentemo-nos com o que “há na loja”.

Melhor que “The Wretched Spawn”, mas sem o aroma de um “The Tomb Of The Mutilated” (ainda se nota muito a influência dos Monstrosity que G. Corpsegrinder trouxe à banda), “Kill” apresenta-se como uma compra justificada, mas no mercado têm saído coisa mais elaboradas. Mesmo assim… “No rules, great Death Metal”

Colaborador: Simão Fonseca