01-We Will Never Die

02-The Alchemist

03-A Soul Divided

04-Distant Tides

05-Northern Sky

06-The Final Vison

 

ANO
NOTA
2006 9/10
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DARK EMPIRE

"Distant Tides"

Não é todos os dias que nos chega uma boa banda de Power Metal do lado Americano, mas confessemos que quando chega, chega em força. É assim com os estreantes Dark Empire (a não confundir com todas as outras bandas que dão pelo mesmo nome), que nos trazem um Power-Metal bastante agressivo com tendências Thrash (Power Americano, afinal!) e progressivas.

Se ainda não perceberam onde é que já ouviram o nome desta banda (excluindo todas as outras com o mesmo nome, reitero!), fiquem sabendo que se trata do muito aguardado álbum com a participação de Jens Carlsson ( Savage Circus e Persuader ), que aqui se coloca como um sério candidato a vocalista do ano. Sempre imponente, Jens vai no segundo álbum do ano, após o grande regresso dos Persuader , e porventura ainda faltará o segundo álbum de Savage Circus lá para o fim do ano.

Mas não pensemos que os Dark Empire são um projecto do Jens. Na verdade, são a criação de um guitarrista promissor e igualmente em ascensão de seu nome Matt Molitti , por sinal aluno de Joe Stump , que todos conhecemos como um dos grandes shredders de sempre. Matt não deixa os créditos por mãos alheias e ao longo deste álbum liberta leads e solos alucinantes onde transpiram as suas influências de shredder e neoclássicas. Todavia não esperem uma masturbação egocêntrica por parte de Matt ou um álbum dominado por tentativas de provar alguma coisa: o Norte-Americano dá bastante espaço para toda a banda brilhar e as composições são muito bem pensadas.

A começar o álbum, We Will Never Die é simplesmente demolidora na sua potência grandiosa e coros melódicos onde Jens Carlsson pura e simplesmente tem de acabar com quem tiver dúvidas que o moço é um cantor que não precisa ser comparado ao Hansi para ser conhecido. Matt tem uma lead impressionante e profundamente neoclássica e mais à frente entra em delírio de shredding em alternância com as teclas.

Seguem-se outras cinco músicas no que é um álbum aparentemente auto-financiado com uma produção (e uma embalagem) exemplar para uma estreia. The Alchemist continua a senda da glória que este álbum é entre riffs penetrantes e bateria ribombante e o Jens a descer um pouco até aos seus mais graves. Soul Divided é mais progressiva, mas no espectro mais pesado do género eo Jens se libertar-se em guturais muito Death, tal como em Distant Tides , uma das músicas mais sombrias e violentas do álbum antes de Northern Sky , com uma instrumentação bastante mais do lado do Power Metal e um excepcional hino de batalha de erguer os punhos no ar. Mais um grandioso coro como os que Jens já nos habituou no passado numa música colossal. A encerrar, The Final Vision uma grande peça instrumental que não aborrece.

Tudo somado, Distant Tides é um dos álbuns mais impressionantes do ano até agora e quanto a mim dificilmente haverá 20 álbuns a sair até ao fim do ano que empurrem este para fora do Top 20. Um álbum poderoso, fresco, dinâmico e a transpirar paixão e energia, é o que aqui temos e os queixos no chão são garantidos. Devolvemos o vosso dinheiro se não gostarem.

Colaborador: Marco Trigo