1. The Cult Of Goliath
2. Too Old, Too Cold
3. Atomic Coming
4. Graveyard Slut
5. Underdogs And Overlords
6. Whisky Funeral
7. De Underjordiske
8. Tyster På Gud
9. Shut Up
10. Forebyggende Krig

ANO
NOTA
2006
9/10
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DARKTHRONE

The Cult Is Alive

“2006: The Year Black Metal Broke” – este podia muito bem ser o título adequado ao estado do Black Metal neste ano. Bom, até podia ser título de há uns anos atrás. Immortal, Satyricon, Enslaved, Wurdulak, entre outros, já tinham mostrado que a atitude primitiva do Black Metal podia sofrer modificações, mas nunca se tinha pensado em explorar a parte progressiva (Enslaved).

A banda mais famosa do extremo norueguês decidiu ir mais longe e quebrar preconceitos estabelecidos por ela mesmo no início da década passada… “The Cult Is Alive” é o regresso inesperado de N. Culto e de Fenriz, num estado totalmente mais open-minded. “Nothing to prove/Just a hellish rock'n roll freak/You call your metal black/It's just spastic lame and weak” é assim uma das passagens do single (sim, eles lançaram um single!!!) “Too Old Too Cold”, mostrando que, embora tenham filmado um vídeo clipe para a música, a atitude Punk “vai-te foder” digna de uns Exploited continua intacta. Quem achar que os Darkthrone se venderam pode bem ponderar a sua atitute: o dueto continua diabolicamente “raw”, egocêntrico e com um som que ainda vai beber mais influências a seminais bandas como Venom/Celtic Frost/Bathory. Talvez não estejamos perante um tributo a Quorthon, mas que este álbum tem influências dos primeiros dois discos de Bathory, lá isso tem.

“The Cult Is Alive” marca a já mencionada abertura da banda, embora o vídeo clipe não seja mais que uma colagem de gravações amadoras, sem qualquer intuito de passar na MTV ou coisa que se pareça. “Graveyard Slut” mostra de forma descarada a influência “Punkalhada” que o dueto tem e que nunca quis admitir. É assim um registo que goza com posers, Black Metal… enfim, tudo o que não seja “verdadeiro”.

Não me parece que isto vá agradar aos meninos bonitos do Emocore. São dez malhas cheias de puro ódio e humor extremamente corrosivo. Se não quiserem não comprem o álbum. Acham mesmo que os Darkthrone ficam preocupados???!!!

 

Nota: 9/10

Colaborador: Simão Fonseça