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Decapitated “Organic Hallucinosis” menos que se pode dizer da mudança sonora da banda mais interessante da Polónia – na minha opinião. Assumindo-se como uma banda de Death Metal tecnicista em “The Negation” (“Spheres Of Madness” é das melhores malhas Death que eu já ouvi nos últimos anos!), tornando-se num dos pilares da Earache Records – juntamente com Deicide e Hate Eternal –, contando com uma extensa promoção do mesmo álbum e uma grande Tour pelo continente euro-americano. Depois das excelentes críticas feitas ao “The Negation”, tenho lido muitas críticas negativas a esta nova “halucinação orgânica”: quase todos os meios de imprensa estão a “enterrar” a banda por terem mudado a sonoridade. Será que eles estão correctos nas suas críticas demolidoras? Quer-me parecer que não! De facto, “Organic Hallucinosis” tem tudo menos orgânico na sua composição: a banda decidiu desafiar a lei da inovação/improviso, apostando numa exploração das sonoridades matemáticas que bandas como Meshuggah/A Life Once Lost/Nostromo (sem o Hardcore/Grindcore destes últimos) têm vindo a praticar nestes últimos anos, sem no entanto abdicar da abordagem “mãe”: o Death Metal próprio da banda. “Revelation of Existence (the trip)” quase que poderia ter sido uma faixa incluída em “Nothing” dos suecos Messhugah: guitarras e baixo completamente “down tuned”, sendo que uma guitarra ritmo dá a ilusão de estar sempre a repetir o mesmo ritmo (pura ilusão mesmo!), enquanto o outro guitarrista deambula pelas escalas mais abstractas e “mini solos” imagináveis. O baixista e o baterista “limitam-se” a juntar-se á festa, com enormes duelos de destreza e técnica. Covan (Adrian Kowanek) também não ajuda nada ao colar-se ao vocalista dos Meshuggah… e aquele solo presente em “Post(?) Organic” poderá ter sido um assalto ao PC que contém as gravações de guitarra do Sr. Fredrik Thordendal. Mas resulta em boa bonança para os polacos. Está formidável este pequeno “plágio” efectuado pelos guitarristas… ups, lembrei-me agora que os Decapitated só contam com um guitarrista! Senhores e Senhoras, façam uma vénia ao Sr. Vogg! É que ele tem as despesas todas das seis (serão sete?) cordas! Genial! Em suma, “Organic Hallucinosis” é um álbum “muito à frente” que merece todo o respeito dos seus fás. Pena ser muito curto (“ 32:32 mins ”), mas comprem a edição dual-disc que conta com uma actuação ao vivo da banda em formato DVD. É mesmo pena ser tão curto… Nota: 8/10 Colaborador : Simão Fonseca
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