01. The Stench Of Redemption
02. Death To Jesus
03. Desecration
04. Crucified For The Innocence
05. Walk With The Devil In Dreams You Behold
06. Homage For Satan
07. Not Of This Earth
08. Never To Be Seen Again
09. The Lord's Sedition

ANO
NOTA
2006 9/10
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Deicide

“The Stench Of Redemption”

É obra do Diabo. Primeiro mudam-se guitarristas, depois mudam-se sonoridades. Aconteceu com os Carcass e muitas outras bandas, mas o que se passa com os Deicide de Glen Benton foi que saíram os irmãos Hoffman e entraram Ralph Santola (ex. Death e Iced Earth, entre outras bandas) e Jack Owen (ex. Cannibal Corpse). O primeiro saiu dos Iced Earth por opção pessoal – sem grandes explicações – o segundo saiu dos reis do gore porque afirmou estar farto de tocar Death Metal e que se queria dedicar ao Country… o que é certo é que passados poucos meses do abandono dos Cannibal Corpse, Owen entra como segundo guitarrista de sessão, ao lado de Dave Suzuki.

“The Stench Of Redemption” é tudo menos uma redenção da banda da Florida, pelo facto de que este é simplesmente o melhor álbum que a banda acaba de gravar desde “Once Upon The Cross”, esse álbum amplamente aclamado pela crítica e pelos próprios fás da banda, que não gostaram muito do que se seguiu a esse registo. Com uma grande produção, este álbum tem mudanças significativas em relação a “Scars Of The Crucifix”, com a introdução de Ralph Santola eu esperava realmente algo de novo, refrescante, mas nunca imaginei que o guitarrista fosse trazer o legado dos Death com o toque solista dos Iced Earth. Imaginariam alguma vez algum Hoffman a fazer um solo de, aproximadamente, 1.45 minutos? Eu também não. Mas parece que o Sr. Santola não se importa com a injecção de melodia e solos criativos logo na primeira música, “The Stench Of Redemption”. Mas não são só solos, são riffs extremamente criativos e trocadilhos extremamente bem cozinhados, como no caso das notas introdutivas em “Death To Jesus” e o desenrolar do ritmo de “Crucified For Innocence”, que são servidos num restaurante de grande classe. Com a melodia típica da fase final dos Death e a fase melódica de uns Carcass, esta rodela ficou com um grande “boost” e alguma originalidade, porém, também há canções mais fiéis ao passado da banda, nomeadamente marcados em “Homage For Satan” (o single de apresentação, cujo vídeo clipe já foi banido em vários países), onde Benton assume aquele tipo de voz carregada de efeitos, totalmente inspirada em filmes satanistas ou de terror, como no caso de “O Exorcista” e por aí adiante. Este tipo de voz por vezes chega a irritar um bocadinho, assim como a falta de jeito que Glen Benton tem para tocar baixo…contudo, a bateria está em grande, e Steve Asheim nunca soou tão bem como neste fedor redemptório.

“Scar Of The Crucifix” foi um tónico na carreira dos Deicide, conferindo-lhes alguma da credibilidade que se perdeu depois de “Once Upon…” e este álbum, sem se afimar como Melodic Death Metal, é simplesmente a nó na gravata que ficou por dar no fato usado no crucifixo de 2004. É obra do Diabo!

Nota: 9/10

Colaborador : Simão Fonseca