01. Defeatist
02. Horrors of Self
03. Mind Over All
04. To the Threshold
05. Give Wings to My Triumph
06. Destroy Everything
07. Divine Judgement
08. Immortal Enemies

ANO
NOTA
2006 9/10
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Hatebreed

“Supremacy”

Com cartas mais que dadas no Hardcore agressivo dos lados do Estado de Nova Iorque, os norte-americanos Hatebreed são já uma banda mais que popular e influente para todos os amantes do género musical que praticam. Jamey Jasta, famoso por apresentar o programa Headbangers Ball da MTV 2 e por colaborar com bandas de peso de Hardcore (a última grande participação de que me recordo foi mesmo com os Napalm Death, em “The Code Is Red (…)”), é reconhecido por todos como um dos melhores vocalistas da actualidade, e menos não se podia dizer.

“Supremacy” é o novo registo de originais, sucessor de “The Rise Of Brutality” de 2003, e revela-se, porventura, um dos mais demolidores álbuns deste ano e mesmo o mais agressivo da banda (se não é o mais pesado, é pelo menos tão rápido quanto “Under The Knife”), mantendo a mesma fórmula e atitude que os tornou famosos e garantiu presença nos melhores festivais de Hardcore do mundo – e mesmo dos de Metal, ou não fossem os Hatebreed presença certa no palco principal de todos os Ozzfests –, as letras continuam a espalhar o espírito de sobrevivência nas ruas, a perseverança obrigatória para obter todos os nossos objectivos, o nunca desistir de nenhum desafio, o ódio a quem se entrega às regras da sociedade, etc. “Defeatest”, tema de abertura, é simplesmente um hino a tudo o que eu acabei de enumerar agora mesmo, dando a conhecer a voz mais rouca e agressiva do vocalista, e o “groove” que o resto dos músicos debitam, tornando bandas como Throwdown numa autêntica anedota, se me é permitido referir.

“To The Threshold”, “Give Wings To My Triumph”, “Destroy Everything” são a prova de que os Hatebreed de 2006pegaram na experiência acumulada ao longo destes anos todos, somaram a recarga de baterias e multiplicaram tudo por uma raiva contínua de… supremacia. Mais que meninos cheios de tatuagens, a banda não precisa de mostrar a ninguém que não são imitadores dos Madball e afins.

Nota: 9/10

Colaborador : Simão Fonseca