1. Wings Of Rage

2. IronHead

3. Metal Messiah

4. Whirlwind Of Doom

5. Savage Prophecy

6. Fate of Fire

7. Stand As King

8. Brotherhood Of The Brave

9. Alone In The Dark

10. Mindmachine

11. Icecold Arion

12. Break The Spell

13. Gates Of Cybertron

14. Odins Call

ANO
NOTA
2006 8/10
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IRON FIRE

" Revenge "

Lembro-me de um dia em 2005 quando chegou às minhas mãos um álbum de uma banda de metal intitulada Force of Evil , constituída por vários músicos dos Mercyful Dead e King Crimson , além de um vocalista muito interessante de seu nome Martin Steene. Com um timbre agudo mas nasalado, vibratto muito marcado e capaz de oscilar entre as notas mais altas e os guturais, nesse dia percebi o quão talentoso o Martin era.

Um ano depois, o Dinamarquês volta à frente da sua banda, os Iron Fire , após uma remodelação deixa Steene como único membro fundador sobrevivente. Ao contrário de muitas remodelações, esta foi para melhor e a banda está mais madura, Martin principalmente, com mais capacidade para trabalhar as melodias adicionada à excelente qualidade de sempre.

Um Power Metal energético, épico, com alguns hinos é o que nos oferece Revenge e o seu metal de raízes nos anos oitenta, entre Manowar e Hammerfall, e assim muito equilibrado e bem conseguido. Porventura o que mais me agradou foi ouvir as influências de Thin Lizzy em Brotherhood of the Brave . Para quem conhece essa lendária banda do Reino Unido, o dueto de guitarras trará boas memórias no que é uma música muito épica e enaltecedora.

Misturado por Tommy Hansen (que também se ocupa das teclas), Revenge é fogo e aço acabado de sair da forja sob o martelo dos grandes ferreiros de Midgard. Punhos no ar e horns'up para para o peso de Wings of Rage , e para o épico delicioso de Ironhead . Pelo meio a banda abranda e entra em modo Heavy-clássico com Metal Messiah antes de voltar ao registo guerreiro com Whirlwind of Doom e ao épico de Savage Prophecy cuja introdução nos faz agradecer aos deuses pela existência do metal. Aliás, como o resto da música que para o meu gosto é simplesmente grandiosa.

A atitude, a sonoridade, as letras... se o Metal não existisse há tantos anos, Revenge far-nos-ia pensar que o Messias está perto. E ainda assim, não sei: este álbum tem aquela atitude “true metal” que tantos querem meter nos seus trabalhos e falham rotundamente. Mas os Ironfire conseguem-no graças a grandes riffs e solos, furiosos ataques da bateria e, claro, à grande performance de Martin Steene, muito menos sinistro que em Force of Evil, mas igualmente impressionante. Um grande vocalista!

Esta pode muito bem ser a entrada dos Dinamarqueses no salão de honra dos guerreiros do Metal, graças a este grande trabalho de Power Metal embebido no sangue e fogo do Metal clássico e transpirando o suor guerreiro que nos faz sentir o cheiro dos combates e dos inimigos trucidados aos nossos pés, implorando por misericórdia enquanto lhes violamos as mulheres, as filhas e os animais de estimação. Bom, os animais de estimação já seria entusiasmo a mais...

Revenge é um dos mais frescos álbuns de Power Metal a sair em tempos recentes e tendo em conta a fama do Power, isso é realmente um acontecimento marcante.

Colaborador: Marco Trigo