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IRON FIRE " Revenge " Lembro-me de um dia em 2005 quando chegou às minhas mãos um álbum de uma banda de metal intitulada Force of Evil , constituída por vários músicos dos Mercyful Dead e King Crimson , além de um vocalista muito interessante de seu nome Martin Steene. Com um timbre agudo mas nasalado, vibratto muito marcado e capaz de oscilar entre as notas mais altas e os guturais, nesse dia percebi o quão talentoso o Martin era. Um ano depois, o Dinamarquês volta à frente da sua banda, os Iron Fire , após uma remodelação deixa Steene como único membro fundador sobrevivente. Ao contrário de muitas remodelações, esta foi para melhor e a banda está mais madura, Martin principalmente, com mais capacidade para trabalhar as melodias adicionada à excelente qualidade de sempre. Um Power Metal energético, épico, com alguns hinos é o que nos oferece Revenge e o seu metal de raízes nos anos oitenta, entre Manowar e Hammerfall, e assim muito equilibrado e bem conseguido. Porventura o que mais me agradou foi ouvir as influências de Thin Lizzy em Brotherhood of the Brave . Para quem conhece essa lendária banda do Reino Unido, o dueto de guitarras trará boas memórias no que é uma música muito épica e enaltecedora. Misturado por Tommy Hansen (que também se ocupa das teclas), Revenge é fogo e aço acabado de sair da forja sob o martelo dos grandes ferreiros de Midgard. Punhos no ar e horns'up para para o peso de Wings of Rage , e para o épico delicioso de Ironhead . Pelo meio a banda abranda e entra em modo Heavy-clássico com Metal Messiah antes de voltar ao registo guerreiro com Whirlwind of Doom e ao épico de Savage Prophecy cuja introdução nos faz agradecer aos deuses pela existência do metal. Aliás, como o resto da música que para o meu gosto é simplesmente grandiosa. A atitude, a sonoridade, as letras... se o Metal não existisse há tantos anos, Revenge far-nos-ia pensar que o Messias está perto. E ainda assim, não sei: este álbum tem aquela atitude “true metal” que tantos querem meter nos seus trabalhos e falham rotundamente. Mas os Ironfire conseguem-no graças a grandes riffs e solos, furiosos ataques da bateria e, claro, à grande performance de Martin Steene, muito menos sinistro que em Force of Evil, mas igualmente impressionante. Um grande vocalista! Esta pode muito bem ser a entrada dos Dinamarqueses no salão de honra dos guerreiros do Metal, graças a este grande trabalho de Power Metal embebido no sangue e fogo do Metal clássico e transpirando o suor guerreiro que nos faz sentir o cheiro dos combates e dos inimigos trucidados aos nossos pés, implorando por misericórdia enquanto lhes violamos as mulheres, as filhas e os animais de estimação. Bom, os animais de estimação já seria entusiasmo a mais... Revenge é um dos mais frescos álbuns de Power Metal a sair em tempos recentes e tendo em conta a fama do Power, isso é realmente um acontecimento marcante. Colaborador: Marco Trigo |