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"Outros Temem Os Que Esperam Pelo Medo Da Eternidade" Uma banda nacional é sempre bemvinda. Naturais de Queluz, estes Insaniae trazem-nos um Doom Metal que irá agradar aos metálicos da velha guarda. Passo a explicar. Insaniae têm uma sonoridade Doom extremamente pesada, como aquela que podemos ouvir nos álbuns de My Dying Bride anteriores ao Trinity (Symphonaire Infernus Et Spera Empyrium, I Am The Blody Earth, Thr Thrash Of The Naked Limbs). Não tão composto e elaborado, contudo, porque nos Insaniae não temos as teclas e os violinos que ajudam muito a acentuar aquela sonoridade melancólica e triste, mas mesmo assim estes portugueses oferecem-nos tristeza q.b. para baixarmos o astral e ouvirmos quando estamos em baixo. Mais eficaz que qualquer álbum de blues, na minha opinião. Mas as surpresas não ficam por aqui. Temos duas vocalizações que contrastam muito bem entre si: uma voz límpida feminina (Isabel Cristina) que embora não tenha a voz de muitas divas do Metal, encaixa muito bem na banda e consegue surpreender, tendo em conta que este é o álbum de estreia da banda, e temos uma voz harsh masculina muito soturna e grave, também a fazer lembrar My Dying Bride no seu início. Estas vozes em alternância al longo das 6 faixas que compõem o álbum dão um toque muito bonito ao Doom que nos é dado a escutar. Mais uma surpresa: é cantado em... português! Só por esta terei de dar mais um ponto à nota final, porque embora tenhamos excelentes bandas Heavy no nosso país, são poucas as que apostam na língua de Viriato e isso tem de ser recompensado. Verão, os que adquirirem o álbum, como a língua Portuguesa assenta que nem uma luva no Doom Metal! A nossa língua não é só para o fado; é também para este género musical que em vez de cantar a saudade ou os amores de estudante canta melancolia e tristeza. Bastante melódicos para uma banda que tem apenas os instrumentos normais a qualquer banda thrash (guitarras, baixo e bateria), conseguem, devido às duas vozes, conjugadas muito bem, transmitir-nos uma sensação apocalíptica mas ao mesmo tempo mostrar-nos a luzinha ao fundo do túnel. Guitarras com riffs muito pesados e lentos, solos lentos e harmoniosos, uma bateria simples (como se quer no Doom) mas com algumas deficiências ao nível dos pedais. Nada a apontar nos restantes elementos, simples e coesos. Irão de certeza gostar do Doom quase Raw ao nível dos instrumentos mas com vozes uma harmoniosa e outra muito harsh e grave mas com alguma harmonia, também. Por mim, este álbum merece uma nota muito perto da máxima, mas estou curioso de como soaria se os Insaniae tivessem incluído umas teclas no seu conjunto. Para finalizar e explicar a nota final, pelo álbum, instrumentos e vozes daria um 7; por ser cantado na nossa língua darei mais um bónus de meio valor isso dará um excelente 7,5 como nota final. Comprem porque estarão a ajudar a continuidade da banda e porque vale muito a pena! E está muito acessível. Apenas 5€ no site da banda. Classificação.: 7,5/10 César Veríssimo Colaborador: César Veríssimo |