1. Chaos Prophet

2. Crystal Angel

3. Lust with succubus

4. Pleasures of pain

5. Litany (Instrumental )

6. Monastery slaughter

7. Prisoner of my dreams

8. The Cursed Son

Part I : Betrayed by the Father

Part II : Forbidden love

Part III : Birth of the Prophet

ANO
NOTA
2006 8,5/10
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Mylidian

" Birth of the Prophet "

No mundo do metal existem muitas bandas a fazer excelente música de cuja existência as massas de adeptos do lixo produzido em série da música Pop actual nem sequer desconfiam. Mas ainda assim, o Metal tem muito “mais do mesmo” e nem todas as bandas (mesmo as boas) conseguem ter sucesso quando experimentam com algo mais raro ou arrojado.

Se os Mylidian farão parte do grupo que tem sucesso, só o tempo o dirá, mas com uma estreia como Birth of the Prophet , a banda está no bom caminho para se tornar uma referência e em 2006 são de facto uma das revelações, pela sua originalidade, pela potência da sua música, pela qualidade do que é efectivamente um primeiro álbum impressionante.

Com um metal negro que combina momentos mais Death e Speed Metal com Metal Gótico e sinfónico em momentos genialmente orquestrados e coros grandiosos com uma profunda capacidade melódica, Birth of the Prophet é um álbum que saciará os que gostam do mais extremo e os que gostam do mais pomposo. Na voz, Amendar não é exactamente o “monstro”, mas a sua voz rasga e dilacera entre o Death e o Black e as excelentes narrações furiosas em Francês. Mas na voz está também a bela Elisabeth Bardel, “a bela” de facto, com uma grande voz operática que se destaca nos duetos e nos coros. Uma excelente cantora esta miúda.

Épico, operático e obscuro, Birth of the Prophet leva-nos ao longo da história de Antoine, filho de magos que descobre os seus poderes e com eles embarca numa viagem de excessos e depravação, guiado pela perversidade de Lilith, rainha dos Succubus. Antoine descontrolado, entra numa espiral de loucura e lascívia. O quê? Não há personagens felizes? Não... na verdade não, não há nada de muito fofo e cor-de-rosa aqui. Só mesmo trevas e devassidão.

Hummmm... devassidão... só a palavra me faz salivar, faz sobressair aquele meu lado grunhidor e salivante, que gosta de morder e sentir a carne entre os dentes. Mas isso é outra história...

Com a grandiosidade de Chaos Prophet , o álbum mostra Amendar que está soberbo na narração em Francês (sabe bem face ao latim mais costumeiro) mas cujo timbre ainda não convence totalmente. A música mostra também os riffs acutilantes e as orquestrações de que a banda é capaz e os coros são deveras majestosos. Litany por outro lado é mais calma, enquanto que Monastery Slaughter e Prisoner of My Dreams voltam à agressão e aos guturais, mas evidenciando excelentes alternâncias entre Amendar e Elisabeth. Alternando as partes mais épicas e melódicas com passagens bastante agressivas, os Mylidian conseguem uma verdadeira obra-prima de metal sinfónico no espectro mais pesado. O álbum encerra com a grande (10 minutos!) The Cursed Son ( I. Betrayed by the Father, II. Forbidden Love, III. Birth of the Prophet) , genial sucessão de momentos operáticos grandiosos e uma instrumentação variada e muito bem conseguida, com passagens instrumentais muito sombrias e épicas e um (mais um) potente solo da guitarra de Mortek. Genial sem contestação!

A mistura resultante tem um pouco de Rhapsody (imaginem-nos mais duros e sinistros como em “Queen of the Damned” por exemplo), um pouco de Therion e Samael e uma vez limadas as arestas de Amendar (pessoalmente preferiria uma voz masculina mais límpida), eu fico tremendamente ansioso pelos segundo e terceiro álbum da trilogia Rise of the Cursed Son , e entretanto, quando pensar em 2006, este será um álbum de que me lembrarei!

E já que hoje é dia 666, se o anti-cristo vier, deve vir a ouvir isto mesmo...

Colaborador: Marco Trigo