01 Seven Seas
02 Stars
03 The Last Light of the Moon
04 Wanted Man
05 Black
06 Through the Ice and Snow
07 Black Desireé
08 Cleopatra
09 The Princess of Saba
10 Lady in White
11 Conquistador

 

ANO
NOTA
2006 8/10
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Olympos Mons

" Conquistador "

Um aviso a quem não gosta de Power-Metal: esta review não é para vocês. Vão ler a review de Black Metal aqui ao lado.

Ou então fiquem, mas eu avisei. Se sentirem náuseas, congestões, obstipação, é por vossa conta e risco porque isto é Power Metal Finlandês e a menção dessa expressão é tão suficiente para causar indisposição a muito metaleiro, como “Burzum” faz as igrejas tremerem.

Saído em 2004, “ Conquistador ” é a estreia dos Finlandeses Olympos Mons e entre o desaparecimento de uns milhares de cópias, etc., não foi uma estreia auspiciosa. A própria banda não dá muitas notícias e entretanto já mudaram de baixista e teclista. Todavia parecem estar vivos e isso faz-me feliz porque “ Conquistador ”, por mais “típico” álbum de Power Metal que seja, é um BOM álbum típico de Power Metal.

A banda mantém-se a meio gás sem acelerar para lá da lei da relatividade e apostando mais no sentimento épico e nos riffs (muito) bem conseguidos do que em velocidades desnecessárias (embora acelerem bastante em alguns momentos). De destaque também é um certo nível de experimentação com a utilização de harpas e gaitas-de-foles em algumas músicas.

Músicas como “ Seven Seas ”, “Stars ”, “ Wanted Man ”, “ Black Desiree ”, “ Cleopatra ”, “ Lady in White ”, ficam imediatamente gravadas na mente graças à excelente capacidade da banda para tocar músicas profundamente melódicas com refrões que se entranham rapidamente na nossa memória. Os arranjos e a capacidade musical da banda conseguem imprimir às músicas os clímaxes que as arrancam da piscina de Power Metal genérico mediano mas sem memorabilidade e quando se espera apenas mais um álbum razoável “ Conquistador ” surpreende-nos pela positiva. Não só porque a guitarra de Jari Sundstrom é muito cativante e motiva alguns acompanhamentos bem interessantes por parte da bateria, mas porque a banda faz um uso inteligente dos coros, dando-nos assim os tais clímaxes, uns atrás dos outros. Em músicas como “ Cleópatra ” o coro é de se lhe tirar o chapéu

O álbum encerra com a épica “ Conquistador ”, dez minutos de música que cumpre bem o papel de encerrar um belo álbum e que se encontra entre os melhores de 2004, com uma forte capacidade para ser re-ouvido durante muito tempo (e tem-no sido). Se algo posso apontar que me deixou um pouco com o pé atrás é a inconstância do vocalista Ian Highhill que mostra bastante talento e não tem o agudo extremo de muitos compatriotas. E ainda bem que não o tem porque ele dá a ideia de um vocalista muito maduro na maioria dos momentos, mas às vezes parece que não sobe bem e os tons mais agudos soam forçados. Ainda assim, está longe de estragar a experiência de audição.

Para fãs de Power Metal com uma vertente melódica pronunciada, “ Conquistador ” é uma excelente aposta, muito acima das bandas “ouvir e esquecer” que poderão apanhar. Resta-me esperar pelo segundo álbum da banda para que confirmem a promessa que aqui deixam. Desejo-lhes a melhor das sortes porque me parece uma banda com o som necessário a formar fãs.

Colaborador: Marco Trigo