1. The Beginning
  2. The Hammer Of Thor
  3. Envy
  4. Brother's Bane
  5. The Burning
  6. The Ride To Hel
  7. Torsteins Kvaedi
  8. Grímur Á Midalnesi
  9. Wings Of Time
  10. The Rage Of The Skullgaffer
  11. The Hunt
  12. Victory
  13. Lord Of Lies
  14. Gjallarhornid
  15. Ragnarok
  16. The End
  17. Valkyries Flight (Bonus Track)
  18. Valhalla (Bonus Track)

 

ANO
NOTA
2006 9/10
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Týr

"Ragnarok"

Vindos do quase desconhecido arquipélago das Ilhas Faroé, situadas entre a Noruega, Islândia e Escócia, mas pertencentes à Dinamarca, chegam-nos estes Týr. Bastante conhecidos para alguns, suponho, devido ao seu estrondoso “Eric The Red”, chega a hora de nos voltarem a presentear com este “Ragnarok”.

Este recente álbum, marcadamente Progressive Viking Metal, agrada a gregos e troianos. Lembra-me uma disputa por quem iria fazer esta review com um outro nosso colaborador, assumidamente Progressive fanatic e eu, assumidamente Viking fanatic. Veremos se a minha review faz jus à qualidade do álbum.

Estes Týr têm uma sonoridade muito própria para banda Viking Metal. Muito épicos, como não podia deixar de ser, os Týr têm presente em todo o álbum grandes solos e dedilhados preciosos de guitarra acústica. É um prazer para os ouvidos ouvir a bateria a entrar como acompanhamento desta guitarra.

Temos também guitarras eléctricas com riffs muito poderosos, com harmónicas fantásticas e solos melhores ainda. Posso dar o exemplo do solo em “The Ride To Hell” ou do talvez mais grandioso “The Rage Of The Skullgaffer” mas estou a descurar a qualidade de todos os outros, de tão perfeitos e técnicos que são.

Verdadeiramente épica é a voz de Heri Joensen. Muito cristalina, cheia de epicidade lembra-nos as epopeias Viking que todos ouvimos já falar. Como não poderia deixar de ser, todo o álbum conta-nos histórias grandiosas acerca de mitologia nórdica e temos algumas faixas cantadas na língua natal, como é o caso da excelente “Torsteins Kvaedi”, muito folk, com sonoridades tradicionais, às quais foram adicionados uma bateria à base de timbalões muito percussora e guitarras a dar um acompanhamento fantástico. Também a faixa seguinte é um autêntico folclore Faroé digno de registo.

Este conjunto também consegue ser extraordinariamente pesado e melódico ao mesmo tempo. Uma bateria quase sempre em tempo lento, mas muito elaborada que não receia explodir quando é necessário, demonstrando uma qualidade técnica que completa a música e lhe dá aquela agressividade tipicamente Viking.

Tem um merecidíssimo 9 em 10, porque não posso dar a mesma nota a este “Ragnarok” que daria a “Eric The Red”. No entanto, é um excelente substituto e para uma banda que faz um álbum a valer 10 em 10, pondo a fasquia muito alta para um álbum seguinte. Este “Ragnarok” não desilude em nada, sendo um álbum para ouvir vezes sem conta, de forma a apanharmos todos os pequenos detalhes de guitarra e bateria, tal é a complexidade de toda a sonoridade. É uma compra obrigatória.

Nota: 9/10

Colaborador: César Veríssimo