01. Between Day And Night
02. ShadowsFear
03. As Heavens Collide...
04. Helleluyah!!! (God is Dead)
05. Field Of Heads
06. Predator
07. Warlords
08. Red Code
09. Amongst The Ruins
10. They Live!!!
11. The Book
ANO
NOTA
2006 7/10
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Vader

“Impressions In Blood”

A mais popular banda da Europa central (Polónia) conta já com uma vasta discografia, remontando aos anos 80, arrancando com o seu debut “The Ultimate Incantation”, no ano de 1993. Entretanto haviam já lançado uma série de demos na “época dourada do Heavy Metal” (os belos anos 80!!!), atingindo a marca das 10,000 cópias vendidas com a terceira demo “Morbid Reich”, algo singular para uma banda de Metal!

Como muito de vós sabeis, a banda teve uma perda de vulto no que diz respeito à secção destruidora – bateria. Krzysztof 'Doc' Raczkowski morreu em 2005 deixando o mundo do Death completamente chocado e inconformado, pela simples razão de que se perdeu não só um dos melhores bateristas de Thrash/Death Metal old school, mas também porque era uma pessoa sempre bem disposta, com inúmeras bandas (nunca parava. Era o amor á música que lhe corria nas veias) e uma pessoa formidável fora dos palcos. Se não me engano ele andava já com problemas clínicos quando os Vader gravaram “The Beast” (2004).

Mas há vida para além do “Doutor”: “Blood Impressions” é assim o disco que a banda nos apresenta para este fim de ano, já sem o malogrado baterista. O disco abre bem com uma introdução algo “nile-esca”, passando a “Shadows Fear”, debitando um Death Metal groovy com boas passagens de bateria, e bons solos, diga-se de passagem. Os Vader não são nem nunca serão virtuosos, mas a verdade é que continuarão a ser uma banda composta por músicos competentes e uma voz que é distinta de muitas cenas que se fazem nos dias que correm. “Good is dead, hellelujaaaaaa!!!” é assim o refrão de ““Helleluyah!!!”, a faixa que mais atenção me tomou, confesso. Não é uma canção difícil de interpretar, até porque conta com um refrão que se repete a toda a hora, batendo na velha tecla do “deus está morto” – e nessa heresia os “nossos” Vader nunca hão-de mudar - , com óptimos riffs nas guitarras, uma delas carregada de efeitos de pedaleira (para dar aqueles rápidos “breakdowns” que se transformam num Groove à lá Exhorder, por exemplo…).

A bateria sofreu algumas alterações em relação a discos anteriores, mostrando-se mais “progressiva”, não no sentido directo da palavra, mas na forma como o novo baterista aborda os timablões, em particular – “Field Of Heads” é a primeira amostra desta abordagem mais calma e algo World Music em “Impressions In Blod”. Bom, durante o que resta dó álbum ainda encontramos pequenos treixos épicos que dão via verde à demolição (mais comedida) dos polacos. E é isso que mancha “Impressions…”: aquela síndrome que apoquenta as bandas com muitos anos de estrada, aquela coisa a que se chama “amadurecimento”, que na realidade só prejudica a integridade musical neste disco. Se não se importarem da falta de velocidade num disco deste cariz, “Impressions In Blood” é uma boa compra.

Nota: 7/10

Colaborador : Simao Fonseca