|
Copyright © 2004 - 2006 - ROCK HEAVY LOUD www.rockheavyloud.com |
Vader “Impressions In Blood” A mais popular banda da Europa central (Polónia) conta já com uma vasta discografia, remontando aos anos 80, arrancando com o seu debut “The Ultimate Incantation”, no ano de 1993. Entretanto haviam já lançado uma série de demos na “época dourada do Heavy Metal” (os belos anos 80!!!), atingindo a marca das 10,000 cópias vendidas com a terceira demo “Morbid Reich”, algo singular para uma banda de Metal! Como muito de vós sabeis, a banda teve uma perda de vulto no que diz respeito à secção destruidora – bateria. Krzysztof 'Doc' Raczkowski morreu em 2005 deixando o mundo do Death completamente chocado e inconformado, pela simples razão de que se perdeu não só um dos melhores bateristas de Thrash/Death Metal old school, mas também porque era uma pessoa sempre bem disposta, com inúmeras bandas (nunca parava. Era o amor á música que lhe corria nas veias) e uma pessoa formidável fora dos palcos. Se não me engano ele andava já com problemas clínicos quando os Vader gravaram “The Beast” (2004). Mas há vida para além do “Doutor”: “Blood Impressions” é assim o disco que a banda nos apresenta para este fim de ano, já sem o malogrado baterista. O disco abre bem com uma introdução algo “nile-esca”, passando a “Shadows Fear”, debitando um Death Metal groovy com boas passagens de bateria, e bons solos, diga-se de passagem. Os Vader não são nem nunca serão virtuosos, mas a verdade é que continuarão a ser uma banda composta por músicos competentes e uma voz que é distinta de muitas cenas que se fazem nos dias que correm. “Good is dead, hellelujaaaaaa!!!” é assim o refrão de ““Helleluyah!!!”, a faixa que mais atenção me tomou, confesso. Não é uma canção difícil de interpretar, até porque conta com um refrão que se repete a toda a hora, batendo na velha tecla do “deus está morto” – e nessa heresia os “nossos” Vader nunca hão-de mudar - , com óptimos riffs nas guitarras, uma delas carregada de efeitos de pedaleira (para dar aqueles rápidos “breakdowns” que se transformam num Groove à lá Exhorder, por exemplo…). A bateria sofreu algumas alterações em relação a discos anteriores, mostrando-se mais “progressiva”, não no sentido directo da palavra, mas na forma como o novo baterista aborda os timablões, em particular – “Field Of Heads” é a primeira amostra desta abordagem mais calma e algo World Music em “Impressions In Blod”. Bom, durante o que resta dó álbum ainda encontramos pequenos treixos épicos que dão via verde à demolição (mais comedida) dos polacos. E é isso que mancha “Impressions…”: aquela síndrome que apoquenta as bandas com muitos anos de estrada, aquela coisa a que se chama “amadurecimento”, que na realidade só prejudica a integridade musical neste disco. Se não se importarem da falta de velocidade num disco deste cariz, “Impressions In Blood” é uma boa compra. Nota: 7/10 Colaborador : Simao Fonseca
|