News Releases Reviews Agenda Bands Photos Contacto
 
Master of Disguise
Lizzy Borden  

Master of Disguise

 
Metal Blade Records 2007  
www.lizzyborden.com  
Review By Marco Trigo  
Rate : 9/ 10  

Track List:

1. Master Of Disguise 
2. One False Move
3. Love Is A Crime
4. Sins Of The Flesh
5. Phantoms
6. Never Too Young
7. Be One Of Us
8. Psychodrama
9. Waiting In The Wings
10. Roll Over And Play Dead
11. Under The Rose
12. We Got The Power 
13. Vampires Kiss (bonus)
14. The Orchestra (bonus)

Recentemente noticiamos que para celebrar o seu 25º aniversário a Metal Blade iria reeditar alguns álbuns clássicos, tendo dado destaque ao clássico de 1989 “Master Of Disguise”, dos Norte Americanos LIZZY BORDEN. Porque na altura era demasiado jovem para o apreciar e porque o Carlos é muito persuasivo em me instruir nos meandros do clássico Heavy-Metal, estava ansioso por esta reedição em particular.


Para os que não sabem, os LIZZY BORDEN conseguiram sucesso respeitável nos dias em que o metal tinha toneladas de laca e cabelo volumoso misturado com uns tantos litros de travestismo, tudo em nome de bom divertimento. Todavia não eram apenas mais uma banda de “glam”, tornando-se proficientes no “shock metal”, conferindo às suas actuações ao vivo o arrojo teatral de bandas como TWISTED SISTER ou ALICE COOPER. Aqueles que poderão gozar com Lizzy pelo seu cabelo e pose estranhos pode ficar seguro que ele papou mais rabo entre 1984 e 1989 que a maior parte dos seus detractores, por isso adiante.


Ninguém questionará que “Master Of Disguise” é não só um clássico do Heavy-Metal, mas um de altíssima qualidade. Estávamos em 1989 e não havia muitas bandas a usar orquestras no seu metal. Havia ainda menos a desculpar-se por não terem orçamento para 120 músicos e terem de se safar com somente 50. Desde o seu início com “Master Of Disguise”, recebemos aquilo de que se fabricam as lendas: uma intro orquestral que cria ímpeto até um riff arrebatador e vocais impressionantes de Lizzy. O coro é realmente bom e a música inclui aquelas coisas que costumavam tocar na altura… não sei… “solos” é como se chamam? Belos animais que eram, agora quase extintos. Esta é uma das melhores músicas de metal de sempre.


Daí para a frente nunca piora. “One False Move” é lenta e sombria, solenemente tratada por Lizzy e vocalizações em várias camadas. “Love Is A Crime” segue-se e embora comece lenta, torna-se uma rockada a meio-tempo que trompetes à mistura. Isso é simplesmente estranho para mim: trompetes e metal. Mas penso que resulta.
De volta ao reino das rockadas com pujança, “Sins Of The Flesh” e “Phantoms” são dois grandes hinos e “Never Too Young” não fica atrás. Os coros, as camadas de vozes, a orquestra subtil, tudo sempre sublime. “Be One Of Us” e “Psychodrama”, mais obscura, sombria e muito sinfónica, são dois destaques do álbum. A verdade é que não há aqui nada a encher chouriços: cada composição é impressionante e memorável. O melhor é que enquanto se trata de algo marcadamente 80’s, não soa envelhecido. Pelo contrário, permanece puro génio, algures entre “Operation Mindcrime” dos QUEENRYCHE e os esforços operáticos de SAVATAGE com alguma atitude “glam” à mistura para lhe dar mais interesse. Os arranjos e o elaborado das composições não deixam de ser progressivos e fãs de DREAM THEATER ou FATES WARNING fariam bem em ouvir este trabalho que é verdadeiramente extraordinário, maduro e memorável, ainda mais tendo em conta em que ano se estava, e o resultado surge como uma muito bem elaborada história de vampirismo, e adição sexual e estupefaciente. O tecido dos grandes clássicos, não é?


Mas isto é uma reedição e não só foi remasterizada, também nos oferece dois DVD’s. O primeiro tem vários vídeos das sessões de estúdio e o típico documentário gravado ao estilo “blairwitch” com câmara de mão, sobre o “making of” do álbum. Podemos ainda ver os vídeos dos clássicos “Love Is A Crime” e “We Got The Power”, e depois mais vídeos da digressão de 1989. Enquanto os dois vídeos que passaram na MTV são de alta qualidade, a maioria das performances ao vivo padece de mau som e imagem. O concerto na Alemanha, todavia, é muito melhor, com som claro e imagem de alta qualidade.
Os mesmos problemas afectam o segundo DVD, contendo “The Murderess Metal Road Show”, a digressão de 1985. O som é em estéreo e não está mau, mas a imagem está algo desfocada e com pouco contraste (terá alguém pensado que o uso excessivo de encarnado e rosa nas roupas poderia causar cegueira?), além de que há uma linha de interferência ao longo do fundo do ecrã. Qual é a questão e porque é que ando às voltas disto?
Bem, isto é claramente qualidade de vídeo dos anos 80 e seria necessário um grande esforço para trazer o concerto para a idade digital em termos de som e imagem. Se tal houvesse sido feito, a imagem limpa e a cor re-calibrada, teríamos um belo de um espectáculo para ver. Por outro lado, a imagem algo fosca leva-nos numa viagem pelo tempo e acrescenta um certo ar “vintage” ao concerto, pelo que tudo se resume a qual dos dois argumentos desejam agarrar-se. Pessoalmente, inicialmente desiludi-me, mas à medida que me dedico mais ao DVD, mais me sinto localizado temporalmente graças à imagem, pelo que não é realmente algo que seja inequivocamente uma desilusão. Tampouco conheço o estado de conservação das fitas originais e das possibilidade de melhoria.


Se são donos do original em alguma forma, os conteúdos extras (entrevistas, vídeos do estúdio, concertos) e a remasterização em si mesma fazem desta edição uma compra bem justificada. Se não são donos do original, ainda melhor: estarão a comprar isto pelo preço de um CD normal e recebem quase uma antologia. Isso É um negócio da China.

Versão Inglesa

Lizzy Borden - Master of Disguise

Metal Blade’s 25th birthday special edition

Recently, this website reported the 1989 classic “Master of Disguise” would be re-released in a special edition to celebrate Metal Blade’s anniversary. To each his own, of all the albums already slated to be re-released, LIZZY BORDEN’s was the one I was waiting for the most, main reason being I was too young to appreciate it back in 1989, but also because Carlos is quite persuasive in instructing me in the ways of good old heavy-metal.


For those who don’t know, LIZZY BORDEN achieved a respectable degree of success back when metal had tons of aerosols and puffy hair mixed with a gallon of cross-dressing attitude all in the name of good fun. But they were not just another “glam” band, having become quite proficient in shock metal, giving their live performances the theatrical boldness of icons such as ALICE COOPER or TWISTED SISTER. Those who may mock Lizzy for his weird hair and pose may rest assured he had more booty between 1984 and 1989 than most of his detractors, so on with it.
Nobody can question that “Master Of Disguise” is not only a classic Heavy-Metal album, but one of an extremely high pedigree. This was 1989, and there weren’t many bands using orchestras in their metal albums. There were even less bands apologising for not having the budget for 120 element orchestras and having to make do with only 50. From the start, with “Master Of Disguise” you get the stuff of which legends are made: an orchestral intro building up momentum to some kick-ass riffing and amazing singing by Lizzy. The chorus is really good and you have those things they used to play back then… I’m not sure… “solos” they called it? Strange beasts they were, now almost extinct. This is one of the best metal songs ever.


It never gets down from there. “One False Move” is a slow, brooding song, solemnly dealt with by Lizzy in multi-layered vocals. “Love Is A Crime” follows and although it starts slow, it turns into a mid-tempo rocker with horns added in for variety. That’s just plain strange for me: horns and metal. But it kind of works.


Back to the kingdom of heavy-hitting rockers “Sins Of The Flesh” and “Phantoms” are two amazing anthems, and “Never Too Young” isn’t any worse. The choruses, the layered vocals, the subtle orchestra, always sublime. “Be One Of Us” and “Psychodrama”, darker, somber, and quite symphonic are album highlights. Truth is there are no fillers here: every song is amazing and memorable. What’s the best is that while this is clearly 80’s metal, it doesn’t sound aged. On the contrary, it remains pure genius, somewhere between QUEENSRYCHE’s “Operation Mindcrime” and SAVATAGE’s operatic efforts with some “glam” attitude added in for interest. The arrangements and the elaborate of the songs is nothing short of progressive and fans of giants such as DREAM THEATER or FATES WARNING should take a listen to this extraordinary, mature and memorable, especially taking into consideration the timeframe and comes out as a very elaborate tale of vampirism, sexual and drug addiction. The stuff classics are made off, no?
But this is a re-edition and not only is it remastered, it offers you two DVD’s. The first one has several footage of the studio sessions and your usual “blairwitch” type handcam documentary about the “making of” the album. We get to see the videos of the classics “We Got The Power” and “Love Is A Crime” and then some footage of the 1989 tour. While the two MTV videos are high grade, most of the footage from the live performances suffer from poor image and sound quality. The concert in Germany though, was much better with clear sound and image.


The same problems somewhat affect the second DVD, containing “The Murduress Metal Road Show”, their 1985 tour. The sound is stereo and not bad, but the image is a bit fuzzy, and lacks contrast (surely someone thought that the excessive usage of red and pink in the clothing would blind us?), plus there is an interference line along the lower screen. What’s the catch, and why am I going around in circles here?
Well, this is clearly 80’s video quality and it would take some serious digital reworking to bring it to par with nowadays’ image quality. If that would have been done, the image cleaned and the colour balance tuned up, with have one hell of a show to look at. On the other hand, that slightly blurred imaging does take you back in time, it does add a “vintage” look to it all, so it all comes down to which argument you choose.  Personally, I felt disappointed at first, but as I see more of the DVD, the more I feel temporally displaced thanks to the image, so this isn’t really something that can be classified as an undeniable disappointment. Plus, I don’t know about how well preserved the original footage is and what are its possibilities for enhancement.

 

Rock Heavy Loud Magazine