Track List:
1. Call Out to the World 03:48
2. Never Again 03:19
3. Not the Only 05:16
4. Tell Me 04:13
5. Not Like You 04:25
6. Leave Me Alone 03:00
7. Till I Come Alive 03:45
8. Strong Enough 03:13
9. Me 04:13
10. Pain and Pleasure 03:53
11. Fools Parade (Outro) 02:37
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OK, eu entendo: as bandas devem evoluir.
Mas há inúmeras maneiras de o fazer, e não uma pequena quantidade delas levará a banda ao desastre. Os Suecos Nocturnal Rites adicionaram alguns elementos electrónicos à sua sonoridade e isso pode significar desastre. “Pode”. Mas não o fez.
“The 8th Sin” é muito mais que a soma das suas partes e no seu todo é um trabalho muito forte, melódico e revigorante. A inicial “Call Out To The World” foi uma escolha perfeita, pois leva-vos pelo ar com a sua energia e o coro é simplesmente brilhante e cantá-lo-ão em pouco tempo.
Talvez nenhuma composição mostre tanto os elementos electrónicos como Never Again”, “Till I Come Alive” e “Strong Enough”, mas todas acabam por ser composições esplêndidas, embora eu prefira mais as duas últimas. Jonny Lindqvist é tão talentoso como sempre, mas nestas duas canções canta a plenos pulmões com paixão e emoção. Não há dúvida que é um dos melhores vocalistas de metal da actualidade e um álbum onde ele possa puxar dos seus talentos nunca será verdadeiramente mau.
Algo mais soturno que os esforços anteriores, “The 8th Sin” não tem falta de melodia e memorabilidade. Instrumentalmente falando, a maioria das músicas ficam-se pelo meio-tempo e nunca descolam com velocidade ou show-offs musicais mirabolantes, mas é sólido e vigoroso, uma tapeçaria perfeita para Jonny Lindqvist. Lindqvist está no centro das atenções e as composições são muito orientadas para coros bem conseguidos onde ele sabe ter alguma excelência. “Strong Enough” por exemplo, tem um dos coros mais fortes que ouvi em algum tempo e vai exercer uma grande força no vosso humor. Seria bastante inesquecível, não fosse o puro poder de “Tell Me”, uma canção simplesmente brilhante. Certo, não é um álbum alegre, mas no entanto deixa-nos com a sensação que somos capazes de superar qualquer merdice.
No sentido em que não é um álbum feliz, talvez a balada “Me” o mostre melhor que qualquer composição. Trata-se de uma composição muito tocante que dilacera a alma com o canto estonteante e trágico de Lindqvist. É uma pena que seja algo simplista, mas à falta de instrumentais, é como eu a encaro: como um instrumental. O instrumento? A voz. E nesse sentido, há que tirar o chapéu a Jonny.
Na minha opinião, não há realmente más músicas neste álbum. Claro que se estão à procura de metaleiros furiosos a berrar porque Jesus lhes roubou o lugar de estacionamento e lhes comeu a namorada enquanto estavam na retrete, não é aqui que devem procurar. Já se estão à procura de um bom balanço entre força e melodia, “The 8th Sin” far-vos-á felizes por o terem comprado. Até o “outro” tem algo de especial. É intenso, apelativo, um álbum que podem amar e Lindqvist por si só fá-lo valer a pena.
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