Imperia - Secret Passion
Uma banda completa que possa ser, a razão de ser dos Imperia parece ser a o dar corpo e suporte musical às letras e talentos de Helena Iren Michaelsen, e nesse sentido não são apenas mais uma banda a exibir uma vocalista feminina, mas uma vocalista feminina acompanhada de uma (talentosa) banda.
Como tal, não é surpreendente que a pérola em "Secret Passion" seja o talento impressionante de Michaelsen, e se ela consegue aventurar-se pelos recantos mais líricos da sua voz, é acima de tudo uma cantora multifacetada e diversificada, debitando algumas vocalizações muito interessantes, como no caso de "Suicide", com a sua agressão e despeito ao estilo de Nina Hagen.
Instrumentalmente não parece um álbum extraordinário, ainda que possa ser um caso de simplicidade enganadora. As músicas são fortes, com arranjos pomposos, mas são principalmente sólidas e não particularmente ambiciosas. Lembram-nos de Nightwish tardios. Ao mesmo tempo, há algum namoriscar do mainstream e da pop que poderá afastar os fãs mais tradicionais de Metal. De facto, mesmo com alguns momentos muito pesados, este álbum soa mais a Rock Gótico que a Metal.
Temas como "Secret Passion", "Violence" ou "Suicide" são interessantes, mas este álbum tem valor principalmente pela performance soberba e diversificada Helena.
Marco Trigo
Imperia - Secret Passion
A complete band that they may be, the raison d'être dos Imperia is to provide a musical body and support to the lyrics and talents of Helena Iren Michaelsen, and in that sense they're not just another band showing off its female singer, but are more of a female singer surrounded by a (very competent) band.
And as such, it's not surprising that the pearl in "Secret Passion" is Michaelsen's amazing talent, and while she can venture very well into the classical territories of her voice, she is above everything else a very diverse and multifaceted singer, delivering throughout the album some very interesting vocals, such as is the case with "Suicide" and its Nina Hagen aggression and spite.
Instrumentally it doesn't sound like an extraordinary album. The songs are strong, with pompous arrangements, but most of all they are solid and not particularly ambitious. They can remind you of late era Nightwish. At the same time, there's some flirting withthe mainstream and Pop that can alienate Metal fans. Indeed, even with some heavier moments, this sounds more like a Gothic Rock album than a Metal one.
Songs such as "Secret Passion", "Violence" or "Suicide" are interesting, but this album's worth lays above all with Helena's superb and diverse performance.
Marco Trigo